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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Diário da RPGCon

Fim de semana passado (3 e 4 de julho) aconteceu em Sampa a RPGCon, atual ponto de encontro de jogadores de rpg, mestres, gamers, eventuais cosplayers e jogadores de magic, entre outros exemplares de modalidades de entretenimento consideradas alternativas.

Fui apenas no domingo pois sábado rolou reunião na escola e eu sinceramente não estava afim de encarar uma viagem pra Sampa depois do serviço. Muitos blogs espalhados pela net descreveriam de maneira muito mais eficiente todas as facetas do evento mas pra mim ficaram marcadas duas ou três coisinhas a salientar neste meu muquifo cognitivo.

1) Eu não te conheço mas a gente fala a mesma língua.

Consegue achar? xD O lobisomem está de pé =P (Fonte: FaleRPG)


A melhor sensação do mundo é reunir debaixo de um mesmo teto centenas de outras mentes sintonizadas numa mesma frequência. Mesmo com tanta coisa pra ver e fazer, sendo que poderia haver mais opções e o pessoal de alguns grupos, fã-clubes e conselhos poderia explorar isso um pouco mais, ainda assim havia pequenas atividades pipocando por iniciativa até mesmo dos visitantes. E as mesas de jogo? Que delícia ver uma quadra escolar tomada por aqueles que por vezes eram excluídos delas na escola por falta de habilidade física. Nerds, estou falando de nós.

Não generalizando, mas a ligação me veio ao ver as cestas de basquete içadas e as traves de futebol retiradas pra dar lugar a mesas e mais mesas repletas de livros, dados e imaginação. É uma delícia jogar nos encontros.


2) Pequenos poderes também trazem grandes responsabilidades.

Acho que a principal mudança do Encontro Internacional pra RPGCon é uma questão de tamanho, espaço. Tanto físico como simbólico. A RPGCon parece ter aberto uma fresta de possibilidade para grupos menores ganharem seu espaço nestes eventos. Pode ser que no Internacional isso acontecesse mas havia tantas outras coisas mais chamativas que talvez esses pequenos grupos ficassem em segundo plano. Obviamente rolam prós e contras mas considero os prós mais numerosos. A Feira Medieval era um ambiente muito gostoso, simples mas com uma presença muito marcante; ficou mais prático cadastrar mesas e jogar. Isso fortalece a identidade do hobby, sem querer levar para lados muito sérios, mas é gostoso ver que o que você faz pra se divertir repercute de maneiras mais simples e não tão grandiosas, parecia que tudo estava muito em família e ao menos pra mim essa sensação é deliciosa.


3) Communication Breakdown.

Cara as pessoas queriam comprar, então porque alguns estandes (ok, quase todos) pareciam não querer vender? Digo isso porque além do local não estar visualmente agradável (ou dos próprios vendedores em alguns casos) os produtos... acabavam! Simples assim. Me pergunto se ano passado não valeu a pena levar material pra ser vendido, mas não é o que normalmente acontece já que a maioria dos rpgistas vê eventos assim como uma über possibilidade pra dar aquele tapa na coleção de livros, jogos e principalmente: Miniaturas ò.ó.

E o malfadado episódio de não aceitarem cartões, é difícil falar pois não fiquei sabendo de muita coisa, apenas de que não havia máquinas para tal ou, não havia sinal para funcionarem. Espero apenas que ano que vem se dê um pouco mais de atenção para esses pequenos pontos.


4) Fada sem Foto.

Cara... o último ponto é um BIG AWESOME EPIC FAIL da minha parte como artista, fotógrafa, maníaca incondicional por registros e filha do meu pai.

Esqueci de colocar a bateria da câmera pra carregar. E por isso acabei não levando a dita cuja, estou me remoendo de arrependimento até agora, fulíssima da vida, odeio ficar caçando fotos pela internet, e sinto como se estivesse usando um canudinho alheio quando pego fotos assim.

E tem outra, vc pode pensar que por não bater fotos eu pude sair nelas, fato, mas não achei muitas até agora.

Exceto as totalmente comprometedoras xD


É uma questão pessoal, não é o MEU olhar (sim, uma puta frescura de artista, me zoem), não fui EU quem teve o feeling pra bater aquela foto naquele momento e havia muitos outros que eu vi e que deveriam ter sido registrados, mas não foram porque eu sou uma incompetente relapsa e preguiçosa, esquecida como uma cabra e que até certo ponto estava desanimada pra ir. Prontofalei. Mas os motivos do desânimo não cabem aqui. Bati umas com o celular mas não é nem de perto a mesma coisa.


Forsaken, mano. Alocs. ><

Apesar dos pesares o saldo foi positivérrimo xD. Eu joguei Forsaken, fazia éons que eu queria jogar Mundo das Trevas, o grupo ajudou, o mestre ajudou, a aventura ajudou. Jogar no encontro é gostoso porque normalmente o mestre acaba se atendo a situações clássicas dentro do cenário ou título. E com aquele monte de gente em volta jogando também, bom como eu disse, a energia é diferente.

Gostaria muito de ter jogado com o pessoal do Reduto do Bucaneiro (eles jogaram Reinos de Ferro *.*), mas storyteller/telling sempre, SEMPRE vai gritar muito alto, ainda mais quando estou há muito tempo sem jogar xD

Reencontrei muita gente da Spell, conheci pessoalmente outros fofos e fofas de outros estados, foi maravilhoso fazer parte de tudo aquilo; comprei miniaturas legais, um colar com pingente de nós celtas :8, comi crepe suíço de chocolate e vi preparativos para uma guerra de dedo viking, tinha um plushie do Perry, O Ornitorrinco e eu descobri que Jethro Tull significa “creme de mandioca” em norueguês*.

Dias assim recarregam minhas baterias.


PERRY! O RPGista :D

Mas não tem fotos, a não ser aquelas roubadas por aí e as três do celular, que são essas, fora a do mictório misto xD mas ainda assim... :/ meh

*jethro tull não é "creme de mandioca" em norueguês, mas você não é idiota o suficiente pra discutir com um viking, ainda mais quando eles estão andando em grupo e tem machados xD

E que chegue logo 2011. Porque vai ser muito melhor.

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